Ser empreendedora – Uma conversa sobre os desafios de abrir o próprio negócio

Oi Gente!!

Finalmente voltei com mais um post para vocês... Hoje vamos bater um papo sobre os desafios de abrir um negócio próprio depois de abandonar uma carreira corporativa.

Só quem já empreendeu pelo menos uma vez na vida sabe o quão difícil e desgastante pode ser a abertura de uma empresa. Além de toda a parte burocrática exigida pela legislação brasileira, é necessário conseguir clientes para fazer o negócio decolar e evitar o pesadelo mais temido pelos empreendedores: ficar no vermelho e ir à falência antes mesmo de completar um ano de empresa. E mais: quase sempre o negócio tem de ser organizado frente a uma perspectiva “micro”, já que a maioria das pessoas começa com empreendimentos pequenos, justo pela questão do capital limitado e da pouca experiência.

O meu principal desafio foi passar por uma complexa (e põe complexa aí!) mudança de foco: esquecer o universo das grandes transações comerciais − inclusive em mercados de outros países − para gerir um negócio voltado para o varejo.

Deixar de planejar demais foi um desafio interessante! Na verdade, foram tantos outros, mas este em especial me fez realmente pensar no quanto perdemos tempo nas organizações em geral. Iniciei a formatação da empresa com um belo e extenso plano de negócios, com todos os detalhes de como a empresa funcionaria, como seriam as interfaces, quem seriam os clientes, onde atacaria em marketing, etc. No fim, percebi que cada minuto pode se transformar em dinheiro se não estamos focados para o retorno. Esse choque devo ao Lindão, o maridão! Discutimos tanto sobre isso. Ele totalmente “execução” e eu muito “planejamento”. A história boa foi que encontramos o balanço ideal entre o planejamento e a execução, e eu aprendi a me divertir com a experiência de estar cada dia mais e mais voltada aos nossos clientes e como transformar meus planos em reais e rápidas AÇÕES! Confesso que ainda hoje, depois de quase um ano, ainda me pego planejando cada passo, mas estou mais atenta ao que é realmente necessário ao negócio.

Com base nessa experiência “radical”, separei algumas dicas para você que está passando ou pretende passar por uma situação semelhante à minha:

Certifique-se de que a sua ideia é realmente promissora

© Rawpixelimages | Dreamstime.com - Startup Innovation Planning Ideas Team Success Concept

Um dos maiores erros dos empreendedores de primeira viagem é não fazer pesquisas para descobrir se o seu projeto tem um potencial real ou já está “saturado” no mercado. Há quem consiga originar ideias que até funcionariam em lugares específicos, mas jamais decolariam em sua região devido a fatores como: clima; faixa etária e poder aquisitivo da população local; rotas que não permitem uma logística eficiente; concorrência extremamente acirrada; e outras dezenas de detalhes que podem inviabilizar o sucesso de um negócio.

Por isso, é crucial pesquisar incansavelmente o mercado no qual se pretende atuar, com o intuito de descobrir se sua ideia é realmente promissora ou pode “naufragar” em pouco tempo. Durante o desenvolvimento do plano de negócios, colete o maior número possível de dados qualitativos sobre o seu público-alvo e concorrentes, de modo a mensurar o potencial da sua ideia de negócio. E uma dica extra: aproveite seu networking para pedir opiniões, consultar especialistas no segmento, fazer “pontes” com profissionais de marketing, investidores e estrategistas.

Mas acredite, você pode errar. Eu mesma fiz uma estratégia errada com uma marca de roupa no início da Yacamoz e o que mais vale é ter agilidade para corrigir o que saiu errado!! Não tenha medo! Coragem e atitude é mais importante nesse momento.

Transformando a ideia em realidade

É isso aí! Se você realizou pesquisas e descobriu que a possibilidade de naufragar é baixa, é chegada a hora de colocar o projeto em prática e transformá-lo em um empreendimento.  Quase sempre é necessário conseguir um ou mais sócios para investir capital financeiro e /ou intelectual, e fazer o negócio acontecer de verdade. Em empreendimentos mais complexos, como é o caso de startups com projetos inéditos no mercado, talvez seja necessário angariar investidores e incubadoras para acelerar o negócio.

Ah! Não se esqueça que se você, assim como eu, vai abandonar seu emprego, você PRECISA colocar isso no planejamento. Raríssimos negócios dão resultado assim de cara!

Feito isso, o próximo passo é formalizar a empresa de acordo com os critérios da Receita Federal, que define as alíquotas de impostos conforme a projeção de faturamento e o segmento do negócio.  Nessa etapa, é preciso ter o nome da empresa já decidido para registrá-lo em uma junta comercial e cadastrá-lo no ato da formalização.

Finalmente, com as questões burocráticas resolvidas é só começar a captação de clientes para manter a empresa a todo vapor desde o início.  E como fazer isso? Calma, calma, que logo tratarei desse assunto em outro post!

Um beijo e até lá!        

Nalu

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